sexta-feira, 25 de abril de 2008

PERSONAL BRANDING NA AMCHAM

Esse é o tema da minha palestra na AMCHAM no dia 29, terça, às 8 horas. O tema é uma das minhas paixões. E tenho dedicado os meus últimos seis anos a pesquisar e buscar um pouco mais sobre o assunto: gerenciamento de marcas pessoais.

Iniciei com o tema no início de 2002 quando criei a Celebrity - uma empresa dedicada integralmente ao personal branding. Minha tese era de que marcas pessoais com alguma visibilidade poderiam ser diagnosticadas, planejadas e gerenciadas como marcas do mundo corporativo. Seis anos depois, muitos artigos escritos, inúmeras palestras e muitos trabalhos realizados para celebridades nacionais, líderes e para profissionais referência em seus segmentos concluo que personal branding ainda será o tema quente para os líderes de nosso tempo,muito em breve. Vejamos porque.

Acredito que os mecanismos que fazem marcas pessoais mais valiosas não são muito diferentes dos que geram valor para marcas corporativas. Existem diferenças? Óbvio que sim. Não somos uma caixa de sabão em pó na gôndola do supermercado. Muito menos conseguimos nos vender através de uma campanha de propaganda. Mas as diferenças param por ai.

Defendo a idéia de que a semelhança das marcas do mundo corporativo temos uma audiência que nos comunicamos o tempo todo. Nossos colegas, nossos amigos, nossos parentes, nossos empregados, nossos empregadores, nossos fornecedores. Enfim, gente que nos conhece ou que tem contato conosco de alguma forma.

E, somos uma espécie de instrumento multimídia gerando impactos o tempo todo. Afinal, mandamos mensagens, trocamos telefonemas, nos apresentamos visualmente, falamos, interagimos o tempo todo com a nossa audiência. E, conseqüentemente, causamos impressões o tempo todo. E essas impressões, em boa parte das vezes, alteram nossa perspectiva (na visão dos outros) e nosso valor no mercado (na maioria das vezes também determinado pelos outros).

Assim, de forma planejada ou não, criamos ativos e passivos de marca que nos acompanham. O personal branding trabalha justamente aí, nesse ponto. Diagnosticamos a percepção do mercado com relação à pessoa; confrontamos com seus objetivos profissionais; avaliamos o gap entre imagem percebida e imagem desejada; definimos estratégias de curto, médio e longo prazo e passamos a desenhar mecanismos, formas e ferramentas para corrigir distorções entre as duas imagens. Essa é a essência de um plano feito de forma profissional.

Na palestra proponho uma reflexão sobre a importãncia do gerenciamento de nossas marcas pessoais e os impactos sobre o nosso futuro profissional. Defendo algumas reflexões importantes a serem feitas. Mostro alguns mecanismos e regras a serem observadas nesse processo.

Espero que você goste e que a reflexão de terça, contribua para o seu sucesso pessoal.
Espero você lá.

O TAMANHO DA SUA RESPONSABILIDADE COM A ARP NO DIA 28.

A maioria de vocês sabe do meu envolvimento com a ARP - Associação Riograndense de Propaganda. Participo dela há duas gestões. Na primeira como Diretor de Planejamento (de 2004 a 2005) e na segunda como Vice-Presidente (de 2006 a 2007).

Nestas eleições, para 2008 a 2009 resolvi que deveria apoiar o candidato Celso Chittolina como Vice-Presidente novamente, acompanhado da Lúcia Bastos (RBS) e do Mauro Dorfmann (Dez Propaganda). Não posso deixar de dizer que sou completamente comprometido com a continuidade do que está sendo feito por vários motivos, mas entre eles, este: fiz o planejamento estratégico da ARP em 2004, quando o Airton Rocha assumiu como presidente.

Encontrei um cenário que era desolador na entidade. Apesar dos seus quase 49 anos na época, uma entidade que tinha um pouco mais de 100 sócios. Não tinha nenhum projeto concreto sendo tocado a não ser os dois certames: Salão da Propaganda e Salão Promocional. Boa parte do mercado ressentida pelo pouco que a ARP oferecia e representava para o mercado publicitário. O jantar, ponto máximo do Salão da Propaganda era motivo de inúmeras reclamações. Os Salões tinham regras não muito claras e todo ano muito questionamento sobre as premiações. A pergunta corrente era: para que servia a ARP?

No primeiro planejamento estabelecemos três grandes diretrizes: deveríamos resgatar a auto-estima da entidade; deveríamos colocá-la de novo no centro do mercado como interface entre os clientes, as agências e seus profissionais, os fornecedores e os veículos e, por último, deveríamos aproximá-la das universidades como forma de apostar na qualificação dos futuros profissionais. Estabelecemos mais uma série de metas, entre elas, aumentar o número de sócios e dar sentido ao fato de ser sócio.

A estratégia foi utilizar o "telhado de vidro" (Salões da Propaganda) como alavanca para a consecução das três diretrizes. A proposta foi concebida como a 1ª Semana da Propaganda ARP 2005. Uma semana de debates, palestras, encontros, exposição, work-shops num lugar legal, bonito, diferente, surpreendente, aderente ao conceito de uma ARP inovadora, comprometida com a idéia de resgate da auto-estima das agências e dos profissionais. A idéia era dar um novo sentido aos Salões. Sair de uma festa fechada e questionada para um lugar aberto ao maior público possível. Para que os clientes e consumidores (objetivo maior do nosso trabalho) pudessem ver, reconhecer o trabalho, discutir junto e participar. A meta maior dessa proposta: mostrar ao mercado que nós publicitários eramos capazes de realizar um evento grandioso e que essa poderia ser a alavanca para todo o resgate do prestígio da ARP.

A idéia não parecia arriscada. Era extremamente arriscada. Não tínhamos nada: nem prestígio, nem respeito, nem dinheiro para esse investimento. No início, o que tínhamos era apenas a idéia e um power-point feito por mim, com slides de uma feira de São Paulo. Mas o Airton aceitou a estratégia e comprou a idéia. A diretoria toda comprou a idéia e se empolgou com o desafio: iríamos fazer.

Queríamos fazer no aeroporto antigo pela simbologia, mas conseguimos o cais do porto que também trazia uma metáfora interessante. A diretoria se desdobrou em trabalho para fazer isso. Muitos abriram mão de seus negócios, de seus finais de semana, de inúmeros almoços e se atiraram de cabeça no projeto. Cada um a sua maneira, mas um grupo pequeno muito unido que abraçou a idéia e ficou desafiado de levá-la até o fim.

O projeto promocional foi desenvolvido pela Simone da Marketing Business que o fez subir vários níveis em qualidade e o arquitetônico pela dupla de arquitetos Joel e Daniela, da Liquens - que o deixaram maravilhoso. Passamos de agência em agência apresentando esse planejamento. Em algumas mais de uma vez. Passamos em todos os veículos de comunicação. Levamos e apresentamos o projeto em várias universidades. Apresentamos ao conselho. Apresentamos para os ex-presidentes, apresentamos para muitos clientes. Apresentamos para associações como AGERT, ApDesign, AMPRO, AGADI, ANJ. Passamos meses e meses apresentando e defendendo. Mas não foi fácil.

Várias agências boicotaram os salões e nos tiraram uma receita que era imprescindível. O Airton e a diretoria não desanimaram e continuaram. Conseguimos fazer. Com todos os erros, defeitos técnicos e algumas precariedades, conseguimos fazer. Ficou surpreendente e funcionou. Tivemos um Congresso da AGERT numa aproximação inédita com a ARP. Tivemos uma palestra fantástica do Zé Pedro Goulart da Zepelin, tivemos grandes palestras como a do Luciano Déos do GAD, tivemos uma palestra imperdível da manager nacional da marca Absolut. Tivemos mostras. Tivemos laboratórios.

Tivemos a sorte também de uma semana maravilhosa de sol forte e um pôr-do-sol lindo no cais do porto. Muitas pessoas se emocionaram no fim de tarde, escutando boa música e relaxando nos lounges na beira do cais. O Vice-Governador foi ao jantar. O Prefeito foi ao jantar. O Presidente da Assembléia foi a jantar. Muitos grandes clientes foram ao jantar. Muita gente curiosa das mais diversas áreas foi visitar. Muita gente achou lindo. A maioria acreditou que era o inicio do resgate e passou a apoiar. Ali começou a transformação na ARP.

Mérito do Airton que era o presidente e que comprou o desafio, mas mérito também de quem trabalhou muito por isso e não obteve o registro na época como: a Gagá Celente da QuatroCom, o Joel e a Daniela da Liquens, o Geraldo Barboza da QG, a Simone da Marketing Busines, a Heloisa Cotta que era da Martins (hoje Master), O Gerson Lattuada (Martins), a Sílvia Binotto da BinoCom, O Juarez da Brava Filmes (que segurou um orçamento terrível e fez mágica para conseguirmos cumprir tudo).

Fizemos o segundo ano também no cais do porto. Ninguém acreditava que podia melhorar. Melhorou muito. Ar-condicionado impecável. Novo formato, mais expositores, mais patrocinadores, mais gente participando, adesão total. A ARP triplicou o número de sócios nessa época. Ganhou novos regulamentos discutidos com todos os grupos organizados do mercado. Fizemos noites e noites de reuniões com entidades profissionais, com atendimentos, com o grupo de mídia, com produtores gráficos, com produtoras de áudio, com produtoras de vídeo.

Os Salões ganharam novas regras e adesão total da agências. Mas também resgatamos os anuários. Havia somente o número. Nos empenhamos e conseguimos patrocinadores que acreditaram na ARP e nos deram o seu apoio. Foram viabilizados e resgatados. Uma dívida da ARP que ressentia os profissionais foi liquidada.

No final da gestão não havia candidatos à presidente. Muitos diziam que tínhamos criado um patamar tão alto que ia ser difícil superar e que ninguém queria arriscar. O Jopa aceitou (diga-se de passagem que quase à força numa pressão minha e do Airton sobre ele numa mesa do Café do Porto). Mas ele teve coragem e aceitou o desafio. E quiz fazer mais.

A resposta do mercado veio logo na posse no Sheraton super lotado e com uma representatividade política de mercado que a ARP não via há décadas. O Chittolina, o Mauro e eu ficamos de vice. Tive o prazer de fazer o planejamento de novo e o desafio era fazer melhor, era buscar um salto. Trouxemos mais gente.

Nos matamos em noites e noites de discussão e resolvemos mudar várias coisas, entre elas o local. Mudamos o conceito também. Acabamos no antigo parque industrial da Renner Têxtil, no DC Shopping. A Doda da Inventa Evento se juntou a nós e deu uma enorme contribuição em qualidade na organização promocional e na coordenação. Ninguém acreditava que era possível. Fizemos a mais linda Semana da Propaganda até então e o jantar mais impecável da história da propaganda gaúcha. O Joel e a Daniela se superaram de novo na arquitetura. O ambiente ganhou o olhar crítico do Chitto e com ele, obras de arte, cenários especiais, lounges, efeitos especiais e uma nova dinâmica. Ninguém acreditava mas foi criado um novo patamar. Autoridades participaram, clientes participaram, universidades participaram, veículos participaram, fornecedores participaram. Fizemos.

Chegamos ao segundo e último ano de mandato da gestão do Jopa. Novo desafio. Novo planejamento. Com brigas intermináveis e reuniões sem fim chegamos a um formato inédito: uma Semana ARP da Comunicação 2007 em multi-lugares, no Bairro Moinhos de Vento, com a maior participação popular da história da ARP. Envolvemos a Prefeitura em sete secretarias, as associações de moradores, os restaurantes, o shopping, o clube, os bares, os cafés, os restaurantes. Fizemos lounges urbanos, intervenções arquitetônicas. Embandeiramos o bairro com a marca da ARP.

Criamos também o prêmio revelação que mobilizou as agências menores no mercado, como forma de homenagear e estimular novos empreendedores.Fizemos o Fórum do Anunciante e conseguimos uma aproximação muito estreita com a ABA.

Não preciso recordar todos detalhes para vocês, mas com certeza novo patamar foi superado nesta gestão do Jopa. A ARP contratou uma agência pela primeira vez (DCS) e apostou naquilo que acreditamos: comunicação de boa qualidade e profissionalismo como exemplo a ser dado pela entidade. Os veículos apoiaram e se fez comunicação de verdade. Os eventos bateram recordes de inscrição. As palestras todas lotadas (e foram dezenas em vários lugares). Os patrocinadores apoiaram como nunca e o evento foi impecável e ganhou muitas matérias em vários jornais.

A pergunta agora é: dá para fazer melhor? Com esse resgate, dá para avançar em outras áreas que temos como meta? Dá para construir em dois anos uma nova sede que seja ponto de capacitação e referência para o mercado publicitário? Dá para dobrar de novo o numero de sócios? Dá para oferecer mais ao mercado? Não sei.

A dúvida mobilizadora é a mesma de quatro anos atrás. E isso gera uma coisa boa de novo. Um novo desafio.

Enfim. Esse post gigante com esse relato longo é pra dizer que não tenho como não estar comprometido com a proposta do Chittolina e desta chapa que se candidata a mais uma gestão. Faço parte em corpo e propósito com este caminho trilhado agora que vem sendo construído desde 2004. Estou nele de corpo e alma.

Tive a responsabilidade e a honra de planejar cada um desses 4 anos. Acredito nele. Acredito nas pessoas que se uniram em torno dele. E, embora saiba que ainda estamos muito distante do que queríamos em 2004, não tenho dúvidas que temos hoje uma ARP muito melhor do que tínhamos. Com respeito, com idéias, com trabalho, com profissionalismo e com propósito.

No dia 28 próximo haverá eleições para a ARP. Existem duas chapas com visões diferentes para o mercado escolher. Propósitos contrários, visões completamente diferentes. A chapa 1 do Chittolina, da Lúcia, do Mauro e minha que quer continuar esse caminho. A chapa dois defendo o contrário. Esse é o tamanho da responsabilidade do mercado publicitário com a ARP no dia 28.

Essa decisão não pode ser de uns poucos, mas de todo o mercado. E eu torço que se possa comparar as propostas e que o mercado escolha aquela que melhor representa os desejos do mercado publicitário. Até lá.

VALE A PENA LER.

Tem dois livros que não são novos, mas que fazem parte dos meus prediletos quando o assunto é novas visões sobre os fatos e a sociedade.Os livros são: "Ponto de Desequilíbrio" e "Blink". Os dois do mesmo autor: Malcolm Gladwell. Acredito que em postes anteriores eu já tenha comentado os dois, mas toco de novo no assunto porque encontrei uma preciosidade: um vídeo de uma de suas palestras na internet e coloco o link para vocês darem uma olhada (link abaixo). Os livros são imperdíveis e a seqüência de leitura deve ser primeiro o "Ponto de Desequilíbrio" e depois o "Blink". Os dois valem cada página. Vejam o link http://www.ted.com/talks/view/id/20

segunda-feira, 14 de abril de 2008

INOVAÇÃO E MONOPÓLIO DO VALOR

Inovação e Monopólio do Valor. Este é o título da palestra que realizarei no Meeting do Marketing na Federasul na próxima quinta-feira, dia 17, ao meio-dia.

O tema para mim é instigante e desafiador porque sou um apaixonado por estratégia e branding. E inovação está exatamente no centro da discussão sobre como gerar valor para negócios e marcas numa sociedade cada vez mais comoditizada. Inovação é com certeza aquele tópico capaz de desequilibrar completamente a trajetória de um negócio e de uma marca. E, por isso é uma das maiores angústias de executivos e profissionais de marketing.

Defendo a idéia que quando buscamos inovação o maior desafio é desprender-se do seu próprio negócio. Sair da lateralidade com a concorrência e assumir uma posição neutra que chamo de “vôo de helicóptero”. Não é tarefa fácil, eu confesso. É matéria para longas discussões e é preciso adentrar por outros caminhos que não dizem respeito somente ao marketing.

Meu desafio dia 17 na Federasul será conseguir abordar este tema complexo em 45 minutos - que é o tempo que eu tenho – quando o assunto mereceria algumas horas. Será difícil qualquer tentativa de encerrar o assunto. E minha proposta é justamente o contrário: colocar na pauta do dia este tema, abordando alguns pontos-chave para se começar a pensar em inovação no marketing e no branding.

10 RAZÕES PARA SER SÓCIO DA ARP

Escrevi esta lista de razões em junho de 2005. Ou seja, há quase três anos atrás, no segundo ano do primeiro mandato da gestão do Airton Rocha, na qual eu participava como Diretor de Planejamento, numa enorme batalha junto ao mercado para reposicionarmos a ARP.

A lista foi escrita em resposta a uma amiga publicitária que perguntava por que ela deveria se associar a ARP. Ela complementava a pergunta com outra: "vai ter algum convênio ou descontos para sócios no mercado?"

Três anos depois (e nenhum convênio para descontos em lojas!), quando se encerra a gestão do Jopa e iniciamos campanha para eleger o Celso Chittolina como presidente, o texto me parece que continua atualizado. E acredito que é uma boa pauta para a gente discutir nesse período eleitoral da entidade.

10 Razões para ser um sócio da ARP.
Diretoria de Planejamento Estratégico.
10 de junho de 2005.

Primeira razão: política

Ser publicitário tem sido ser o profissional com a profissão mais invadida nestes últimos tempos. Mérito da não regulamentação e da desunião dos profissionais gerou hoje uma categoria de profissionais sem perspectivas claras para o futuro, com carreiras muito curtas, com exigências extremas por resultados. Além disso, com formação universitária discutível, sem qualquer planejamento de médio e longo prazo e com profissionais muito atingidos pelos efeitos da baixa auto-estima.

Associar-se a ARP significa mobilizar-se em torno da causa do resgate da auto-estima do publicitário e poder, politicamente, interferir nos rumos da profissão de publicitário no Estado através da mobilização e da discussão sobre o assunto.

Isso significa mais respeito ao trabalho de cada um de nós, com a força e a voz de uma entidade que realmente representa o setor no Estado do Rio Grande do Sul.

Segunda razão: interferir.

A segunda razão é poder interferir nos rumos da entidade como sócio ou como diretor. Boa parte do ressentimento e das queixas que são ouvidas no mercado é porque existe carência de quadros na gestão das entidades. Quanto mais gente capaz e com vontade de fazer estiver reunida na entidade, mais capacidade de mobilização e de realização.

Associar-se a ARP significa poder interferir e corrigir aquilo que não concordamos.

Terceira razão: mobilização.

Hoje o mercado do Rio Grande do Sul se ressente da perda de mais 100 milhões de reais de investimentos em comunicação que estavam aqui no Estado e que foram embora. A verdade é que o bolo diminuiu assustadoramente e, fruto de alinhamentos nacionais e internacionais, o mercado ficou muito menor do que era há dez anos atrás.

Associar-se a ARP, significa torná-la respeitável e representativa pelo universo de profissionais envolvidos para mobilizar a opinião pública, autoridades e entidades empresariais em favor de um mercado forte, com mais anunciantes, mais investimentos e mais empregos.

Quarta razão: qualificação

Boa parte dos problemas que as agências enfrentam que hoje são traduzidos através da baixa remuneração pelos serviços prestados, concorrência predatória e taxas aviltantes está na não mobilização do setor pela qualificação de seus profissionais.

O setor, nestes últimos dez anos não fez absolutamente nada coletivo para enfrentar a alta competitividade e para entender os novos desafios desse negócio. Pior, nada fez no segmento para capacitar e qualificar os seus quadros. A ARP é a única entidade no mercado que realmente está preocupada em aproximar as universidades do mercado, mobilizar empresários do setor e propor reflexão e estratégias para qualificar o profissional de comunicação.

A ARP tem promovido seminários e palestras unindo acadêmicos e profissionais com esse espírito.

Associar-se a ARP significa acreditar que através da qualificação resgataremos respeito profissional e remuneração justa para o trabalho que prestamos.

Quinta razão: respeito.

A ARP vem concentrando seus esforços em torno da reorganização dos Salões e das regras dos nossos certames para resgatar o valor dos prêmios concedidos. A visão tem sido: critérios justos, discutidos e auditados para que os certames tornem-se os mais respeitados possíveis. Ou seja, um retrato da alta capacidade criativa e técnica que possuímos. Isso é respeito pelo trabalho coletivo do segmento que resulta em respeito dos clientes pelo trabalho individual de cada profissional premiado.

Associar-se a ARP hoje, significa dar um aval do segmento a seriedade e ao respeito que a entidade vem empregando nos seus projetos.

Sexta razão: acreditar.

Associar-se a ARP hoje significa ajudar a construir uma Semana da Propaganda que cada vez mais reflita a capacidade técnica e criativa que temos quando trabalhamos para nossos clientes. A de 2004 foi a primeira e surpreendeu. Funcionou quase como um desafio de uns poucos contra a maré de pessimismo de muitos. Nós acreditamos que podemos fazer melhor em 2005 e precisamos de gente acreditando que é possível. A Semana da Propaganda precisa tornar-se a grande vitrina do excelente produto criativo feito no Estado. Isso é fazer com que os anunciantes também acreditem cada vez mais que boa propaganda funciona.

Associar-se a ARP significa acreditar nisso e, se possível, estar junto, trabalhando, contribuindo com uma Semana da Propaganda cada vez com mais crédito.

Sétima razão: Resgate.

A ARP, num esforço inédito de comercialização, conseguiu resgatar uma dívida antiga com o mercado gaúcho viabilizando o anuário de 2002, que havia sido deixado pela gestão passada. A diretoria atual assumiu com esse débito e colocou como ponto de honra a impressão e a publicação desse anuário, bem como o de 2003. E a ARP fez mais, vai entregar em julho deste ano, os três anuários: 2002, 2003 e 2004. Assim, fica resgatada a história da propaganda gaúcha e o respeito que a ARP tem pelo trabalho de nossos profissionais.

Associar-se a ARP significa também um aval a idéia de preservarmos a memória da propaganda gaúcha dando continuidade ao esforço de publicação todos os anos dos Anuários da Propaganda.

Oitava razão: Visão.

A ARP tem procurado não só respeitar, mas incentivar o trabalho conjunto com os grupos profissionais organizados em associações profissionais como o Clube de Jovens criativos, o Grupo de Mídia, a Associação de produtores Gráficos, de Atendimentos de Veículos, a recém criada AGADI no meio digital, como também a ApDesign e a AMPRO no segmento promocional.

A ARP acredita que é só com essa visão do todo, do coletivo, que construiremos um mercado mais forte, mais organizado, mais digno e mais respeitado.

Associar-se a ARP significa entender a importância do fortalecimento do coletivo para fortalecer a posição e o respeito profissional individual. Associar-se a ARP é compartilhar dessa mesma idéia e dar um aval a essa nova postura da entidade.

Nona razão: Mercado.

A ARP tem procurado aproximar a entidade e construir projetos e ações junto com o mercado empresarial e principalmente com o trade da comunicação. Desde a posse a diretoria estreitou contatos e realizou projetos conjuntos com a AGERT, que foi parceira na Semana da Propaganda, com a ANJ que será parceira na próxima e com a ABAP na realização do primeiro seminário no interior do Estado.

Acreditamos que o Estado possui uma enorme potencialidade para investir mais em propaganda e que no interior do Estado existem grandes empresas que poderiam tornar-se grandes anunciantes.

O projeto de interiorização da ARP tem levado aos pólos regionais a idéia de que propaganda dá certo e que gera resultados. Os seminários têm mobilizado empresários, veículos, agências, fornecedores e profissionais em torno dessa idéia.
O primeiro foi em Santa Maria. O segundo está marcado para a região Sul do estado.

Associar-se a ARP significa acreditar nessa idéia e ajudar a construir um cenário positivo para o futuro da propaganda no Estado.

Décima razão: Paixão.

Associar-se a ARP significa dizer a si mesmo e ao mercado que cada um de nós continua acreditando no negócio que é construído silenciosamente através do talento de cada um dos profissionais. E que acredita nesse conjunto que faz o Rio Grande do Sul continuar a ser respeitado pelo seu produto criativo em todo o país.

Associar-se a ARP significa ratificar a idéia de que continuamos apaixonados por propaganda e por boa comunicação e que queremos nos unir com todos aqueles que compartilham dessa mesma paixão e que querem mais do mercado.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

E A SEGUNDA VIDA?

Ano passado - no meio da febre - postei um comentário sobre o Second Life com o título: "A Manada vai aumentar" falando sobre à corrida das agências e dos anunciantes ao Second Life e da minha percepção sobre essa onda. Na época, uma corrida desenfreada para estar lá. Marcas e agências se agitavam para colocar suas marcas nesse universo. A Veja fez matéria. Tinha anúncio na Exame de página dupla com o título: "Como fazer negócios no Second Life".

Uma corrida cega. E na minha opinião, sem sentido.

Erros primários: marcas que não fazem o básico na vida real, construindo posição no mundo virtual. Miopia de levar para o mundo digital o mesmo formato do mundo real. Gente que foi para lá com suas marcas sem a mínima idéia se estar lá significava alguma coisa para o seu público. Mas tinha de estar lá, se não perderia o trem da modernidade....

Não só perderam o trem, como o dinheiro investido.

Quem estuda cenários sabe: ondas são curvas rápidas entre as tendências e a moda. Tendências são grandes e, normalmente, podem levar anos ou décadas. Movem-se lentamente e são difíceis de ser percebidas. Moda, são curvas menores, mais rápidas que podem durar um ano ou dois. Ondas são curtas, muito rápido com picos intensos e amplitude estreita.

O Second Life era uma onda.

Quem entrou na formação gerou valor. A maioria esmagadora perdeu. Quem quis entrar quando a matéria saiu na Veja já encontrava a onda no pico, ficando em curva descendente. Para ganhar dinheiro com ondas é preciso estar muito antenado, olhando aquilo que ninguém reparou ainda e sair na frente. Entrar rápido, na formação, desnatar o mercado e sair no pico, antes da obsolescência. Quem entra quando a onda já está no pico, perde energia e dinheiro. A maioria perdeu tempo e dinheiro.

Antes de completar um ano o Second Life mostra que a Mainland Brazil está ficando vazia. A expectativa para um ano era de 2 milhões de usuários. Hoje está com 719 mil usuários registrados e com uma média de usuários de 60 mil. Isso é menos que a população de Santa Rosa no interior do RS.

Uma pena, mas ondas não admitem retardatários. O marketing também não.