sexta-feira, 4 de abril de 2008

E A SEGUNDA VIDA?

Ano passado - no meio da febre - postei um comentário sobre o Second Life com o título: "A Manada vai aumentar" falando sobre à corrida das agências e dos anunciantes ao Second Life e da minha percepção sobre essa onda. Na época, uma corrida desenfreada para estar lá. Marcas e agências se agitavam para colocar suas marcas nesse universo. A Veja fez matéria. Tinha anúncio na Exame de página dupla com o título: "Como fazer negócios no Second Life".

Uma corrida cega. E na minha opinião, sem sentido.

Erros primários: marcas que não fazem o básico na vida real, construindo posição no mundo virtual. Miopia de levar para o mundo digital o mesmo formato do mundo real. Gente que foi para lá com suas marcas sem a mínima idéia se estar lá significava alguma coisa para o seu público. Mas tinha de estar lá, se não perderia o trem da modernidade....

Não só perderam o trem, como o dinheiro investido.

Quem estuda cenários sabe: ondas são curvas rápidas entre as tendências e a moda. Tendências são grandes e, normalmente, podem levar anos ou décadas. Movem-se lentamente e são difíceis de ser percebidas. Moda, são curvas menores, mais rápidas que podem durar um ano ou dois. Ondas são curtas, muito rápido com picos intensos e amplitude estreita.

O Second Life era uma onda.

Quem entrou na formação gerou valor. A maioria esmagadora perdeu. Quem quis entrar quando a matéria saiu na Veja já encontrava a onda no pico, ficando em curva descendente. Para ganhar dinheiro com ondas é preciso estar muito antenado, olhando aquilo que ninguém reparou ainda e sair na frente. Entrar rápido, na formação, desnatar o mercado e sair no pico, antes da obsolescência. Quem entra quando a onda já está no pico, perde energia e dinheiro. A maioria perdeu tempo e dinheiro.

Antes de completar um ano o Second Life mostra que a Mainland Brazil está ficando vazia. A expectativa para um ano era de 2 milhões de usuários. Hoje está com 719 mil usuários registrados e com uma média de usuários de 60 mil. Isso é menos que a população de Santa Rosa no interior do RS.

Uma pena, mas ondas não admitem retardatários. O marketing também não.

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