terça-feira, 27 de maio de 2008

BUSCAS COLETIVAS E O MERCADO PUBLICITÁRIO

Estive ontem à noite no Auditório da Ulbra em Porto Alegre para uma palestra sobre Personal Branding dirigida aos executivos e atendimentos de veículos de comunicação numa organização do GAV - Grupo de Atendimento de Veículos do Rio Grande do Sul, liderada pelo Paulo Trindade, da ATIVA.

Além de reencontrar grandes amigos tive uma experiência muito calorosa por parte do público. Uma energia boa da platéia que me fez muito bem. Espero que eles tenham tido também a mesma impressão e que o que discutimos lá, tenha impacto positivo na carreira e no sucesso de cada um.

Me fez melhor ainda a oportunidade de ser o primeiro palestrante de um projeto de capacitação que o GAV pretende implantar na sua nova gestão. E isso me leva a refletir sobre dois pontos importantes que eu julgo pertinentes nessas nossas discussões sobre entidades profissionais do meio publicitário.

O primeiro aspecto é a diferença que faz quando se tem um grupo abnegado e ativo de pessoas trabalhando em torno de um ideal. É incrível ver a diferença que faz uma meia-dúzia de pessoas se mobilizando por alguma coisa - que é para todos daquele segmento - quando poderiam estar em casa descansando ou buscando seus próprios meios e mecanismos de sobrevivência na selva empresarial do nosso mercado. Esse ideal coletivo tem uma força incrível na mobilização das pessoas nas entidades.

Quando não tem, acaba sendo reunião de amigos e conhecidos e o projeto desmorona. Já pude assistir várias tentativas de organizações que nascem e que aos poucos vão morrendo à mingua por falta de objetivos. Acontece com entidades, acontece com a gente no mundo profissional.

O segundo aspecto diz respeito a necessidade que temos hoje, mais do que nunca de formar grupos e buscar saídas coletivas para nossas angústias profissionais. Gosto muito dos autores Kjell A Nordström e Jonas Ridderstrale que escreveram o livro Funk Business e que dizem o seguinte: "Nada minimamente inteligente no mundo foi feito de forma solitária" e que cada vez mais precisaremos de saídas coletivas. E, quem sabe, estejamos aos pouquinhos destruindo aquela idéia de que os "caranguejos gaúchos não saem sozinhos do balde porque uns puxam os outros para baixo".

O exemplo eu pude constatar na segunda-feira passada com a mobilização do GAV. Mas acompanhei o processo de nascimento da AGADI - Associação das Agências Digitais. Acompanho de perto o trabalho do Grupo de Mídia. Acompanho a batalha da ApDesign. Da AMPRO em regularizar o seu mercado. O esforço do Grupo de Planejamento, a movimentação rápida do CJC e constato todos os dias na ARP - Associação Riograndense de Propaganda e na ADVB - entidades das quais faço parte.

A despeito de todas as nossas brigas, das intermináveis discussões até nos finais de semana e de nossas reuniões de segunda sem almoço, me sinto feliz de tirar o pijama de manhã por saber que estamos fazendo alguma coisa pelo mercado publicitário e, que certamente vai me proporcionar alguma coisa para contar para os meus na velhice. Não tenho do que reclamar.

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