quarta-feira, 28 de maio de 2008

O CULTO ÀS MARCAS

O Culto às Marcas - Quando os clientes se tornam verdadeiros adeptos - Douglas Atkin - Editora Cultrix.
Esse é o título de um livro que acabei de ler e que recomendo. É um daqueles livros que merecem ser lidos, quando se gosta muito e trabalha com marcas. Tem uma abordagem diferente baseada sobre pesquisas numa área paralela (Cultos e Igrejas) mas que trata da mesma "liga" que une fiéis aos cultos e fiéis consumidores de marcas veneradas.

Simbolismo.

Reproduzo em pequeno trecho que acredito ser marcante sobre a discussão dessa tema. "As marcas são símbolos. Vivemos num mundo dominado pelos ícones comerciais e pelos esforços de marketing totalemente integrados, onde os produtos são consumidos menos pelo que são (materialmente) e mais pelo que representam (em termos espirituais ou ao menos sociais). Operamos numa economia simbólica - em que se podem transformar em recepientes de significado meros produtos cujos benefícios materiais sejam desprovidos de qualquer significado.

O que são símbolos e por que são tão importantes? Os símbolos literalmente tornam o significado possível, permitindo que uma dada visão de mundo adquira vida em qualquer e em todas as comunidades. Eles são a própria substância da cultura, quer sejam escritos, verbais, auditivos ou pictóricos. Constituem a mídia diversificada pela qual os seres humanos ativa e externamente se comunicam, celebram e protegem suas crenças e valores.

As comunidades criam significados mediante a expressão simbólica pública: elas cantam, dançam, queimam, comem, vestem, tatuam no rosto e raspam a cabeça. (....) O símbolo é ao mesmo tempo um meio de comunicação e um terreno comum de entendimento. Toda a comunicação, seja mediante a linguagem ou de outros meios, faz uso dos símbolos. A sociedade mal poderia existir sem eles."

O trecho acima dá uma idéia do terreno explorado no livro no campo simbólico. Ele explora a idéia de que cultos, marcas, empresas, corporações militares, irmandades, partidos políticos, todos precisam oferecer um sentido. Uma estrutura ideológica, uma crença que unifica e que mantém vivo o sistema.

Garanto a vocês que o paralelo proposto faz muito sentido e que trata de uma questão fundamental entre marcas e cultos: o sentido de pertencer - que buscamos o tempo todo, independente da classe social, da escolaridade ou do apego ou não às marcas. Espero que vocês também gostem.

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