domingo, 22 de junho de 2008

PERSONAL BRANDING. LEI NÚMERO 02. SER TUDO É NÃO SER NADA

Não é crível ser bom em tudo. O nosso cérebro não consegue interpretar e juntar coisas que são antagônicas. Elas não se tornam críveis e as rejeitamos mesmo que isso não passe intencionalmente por um processo racional e lógico.

Você acreditaria numa Ferrari com preço de carro popular? Você perderia tempo em saber mais informações sobre uma oferta dessas? Você diria: isso não é verdade, é uma brincadeira de alguém ou um golpe muito mal articulado. Você viraria rapidamente a folha do jornal de classificados e quinze segundos depois nem se lembraria mais dessa oferta. Seu cérebro nem registraria essa informação. Ela não é crível para nossas crenças e o nosso padrão de consumo no mercado.

Você buscaria maiores informações se tivesse lido um anúncio de jornal que vende um apartamento de 500m2 por preço de quitinete? Essa proposta estapafúrdia levaria você imediatamente a pensar: tem alguma coisa errada aí. É simples assim.

Não se pode vender a promessa de benefícios de alta-performance, alta qualidade e sofisticação com preço de produto popular. Não é lógico. O consumidor tende a pensar de uma forma muito simples: se existe realmente muita qualidade nesse produto ele precisa custar um pouco mais caro que os similares. Isso é lógico.

Você não pode como profissional vender coisas completamente diferentes. A construção da sua marca precisa estar em sintonia com essa lei. Ou você é uma coisa ou outra. Não tente ser tudo. Escolha algo que você domina muito bem e concentre-se nesse ponto. Escolha um aspecto da sua imagem de marca e firme posição por ali. Escolha um benefício diferente dos outros e concentre-se nele com todas as suas forças. O que você não pode é querer que as pessoas à sua volta acreditem que você é muito bom em tudo.

Lembre-se que você precisa construir um monopólio temporário sobre uma característica única da sua marca que só você tenha. Reflita sobre o conjunto da sua marca englobando conhecimentos, capacidades, virtudes, domínio de funções, habilidades, DNA de marca percebido pela audiência, imagem e veja no que pode ser construída a sua diferença. Da forma mais simples possível. Fácil de ser lembrada e reconhecida.

É melhor vender uma diferença para cem pessoas do que dez diferenças para cem pessoas. O cérebro da audiência não resiste a tanta informação. Infelizmente ainda não funcionamos em banda larga, e somos bombardeados por milhares de outros impactos de marca desde a hora em que acordamos até a hora de dormir. Ninguém vai conseguir lembrar que você é isso, isso, isso, isso, isso e mais isso. O que você é mesmo? Desculpa, mas esqueci do seu nome de novo?

Lembre-se que você precisa representar alguma coisa na mente da sua audiência. O quê? Só você pode dizer. Mas não se esqueça desta lei. Se você deixar as coisas contraditórias nos seus benefícios de marca e confusas com a sua imagem é melhor você ter um preço bem baratinho.

2 comentários:

DaNi Almirom__blog azaah disse...

Oie Arthur.
Achei seu blog porque as minhas colegas da unimed(cruz alta) me falaram muito bem de ti, da sua palestra na convenção de marketing.
Sou estudante de PP aqui da unicruz em cruz alta, li a maioria dos posts do blog e adorei.
Vou voltar aqui pra saber mais coisas.
Abraço

Arthur Bender disse...

Que legal, Dani. Que bom que elas gostaram. Para mim foi uma experiência ótima num assunto que eu sou apaixonado com uma platéia muito receptiva. Se tu gostas também de branding e de comunicação, fica à vontade para explorar os textos e mandar comentários. Forte abraço. Arthur Bender