domingo, 10 de agosto de 2008

PERSONAL BRANDING. LEI NÚMERO 09. CRIE UMA DEFESA COMO A DO PORCO-ESPINHO.

Você é um porco-espinho ou uma raposa? Esta é a pergunta que abre o capítulo “O conceito do porco-espinho” no livro “Empresas feitas para vencer” do americano Jim Collins. Ele cita o famoso ensaio O porco-espinho e a raposa de Isaiah Berlin que dividiu a humanidade em porcos-espinhos e raposas inspirado numa antiga parábola grega: “A raposa sabe muitas coisas, mas o porco-espinho sabe uma coisa muito importante”.

Na natureza a raposa é muito astuta, esperta, traiçoeira, capaz de desenvolver muitas estratégias de caça e fica o tempo todo espreitando a toca do porco-espinho esperando o melhor momento para atacar. Quando o porco-espinho sai, a raposa ataca e o porco-espinho se defende transformando-se numa couraça mortal. A raposa tenta, tenta e desiste. Todos os dias há uma nova versão dessa batalha. E o ciclo se repete porque cada um segue seus instintos de sobrevivência.

O interessante aqui é que um animal aparentemente muito astuto como a raposa não consegue dominar um animal aparentemente muito fraco como o porco-espinho. Porque este possui o domínio de uma defesa inatacável. Jim Collins continua com a defesa desse conceito: “as raposas atacam em várias frentes de uma vez, e vêem o mundo em toda a sua complexidade. Elas se espalham ou se dispersam e se movem em muitos níveis. Os porcos-espinho, por sua vez, simplificam um mundo complexo e o transformam numa única idéia organizadora, um princípio básico ou um conceito que unifica e orienta tudo”.

Jim Collins propõe esta lógica para empresas. Empresas realmente excelentes – feitas para vencer - conseguiram esse simplificação poderosa (o conceito do porco-espinho) baseadas na intersecção de três dimensões:

1. A atividade na qual você pode ser o melhor do mundo.
2. O que aciona o seu motor econômico.
3. O que lhe desperta paixão.

Você vai reparar que o conceito porco-espinho do Jim Collins cabe ajustadamente também para pessoas e suas marcas pessoais. Eu adaptei estas três dimensões para o universo profissional. Veja o poder da união destas três dimensões:

Faça algo que tenha valor no mercado.

Isso é crucial e você precisará descobrir. Uma habilidade especial, um conhecimento diferenciado, uma forma de fazer, um jeito de atuar. Algo que tenha valor no mercado e que você possa apostar. Algo que você goste de fazer. Algo em que você se concentra e que não vê as horas passarem.

Reveja seu patrimônio de marcas e passe a refletir sobre isso. Veja cada um dos aspectos que você listou na sua coluna de ativos. Aquilo que você faz muito bem. Aquilo que sempre lhe ajudou até aqui. Pense nos seus projetos que deram certo e reflita no que estava por detrás de cada um deles. Talvez ali esteja uma habilidade até então não valorizada ou uma área de conhecimento que você domina muito bem. Pense no que lhe dê prazer, que você faz de melhor e que tenha valor no mercado.

Se você não tem, pense da mesma forma no seu patrimônio de marca e veja se não é possível construir essa posição diferenciada juntando vários aspectos dos seus ativos. Pense na sua especialização. Pense no conjunto de habilidades. Você precisa encontrar isso. Mas reflita bem. Isso precisa ter valor de mercado. De nada adianta concentrar-se numa coisa que você faz muito bem, mas que ninguém vai querer pagar por isso.

Concentre-se em ser o melhor do mundo.

Nada menos que a excelência. Você precisa ser muito bom nisso. Se você já é bom, não se contente com isso, busque mais. Os orientais possuem um ditado que diz assim: “quando você achar que já é muito bom, tente segurar o vento com as mãos”. É assim. Nunca pare de aprender e de buscar mais. Estabeleça metas ousadas quanto a isso. Não se conforme em acreditar que você já sabe o bastante ou que faz muito bem. É preciso mais, É preciso ser o melhor do mundo nisso. É preciso estabelecer o padrão. Ser a referência.

Tenha paixão por isso.

É incrível quando lidamos com alguém que é apaixonado pelo que faz. Os olhos brilham. É sempre muito melhor falar com quem gosta do que faz. É sempre muito melhor fazer negócios com aqueles apaixonados pelo que fazem. Não interessa se é um pintor, um instalador hidráulico ou secretária ou um engenheiro. As pessoas que fazem o que gostam deixam claro isso. Elas nos encantam e nos fazem pagar muito mais para tê-las ao nosso lado.

Ter paixão pelo que faz ajuda você a tirar a pijama na segunda e lhe ajudará a enfrentar uma quarta-feira pesada que parece não terminar nunca. Quem tem paixão pelo que faz suporta melhor a agenda apertada, consegue controlar melhor o estresse, consegue uma vida mais prazerosa, produtiva e feliz.

A adaptação da teoria do porco-espinho de empresas vencedoras para profissionais excelentes propõe juntar estas três dimensões: concentrar-se numa atividade com valor de mercado, buscar a excelência total nesse aspecto – ser o melhor do mundo nessa atividade - e nutrir grande paixão por isso.

Quando você conjuga estas três dimensões você fica imbatível. Quando você encontra a intersecção destes três aspectos você cria a couraça do porco-espinho contra as crises de mercado, contra as oscilações da economia, contra os solavancos da carreira, contra as crises das empresas. Profissionais que conseguem trabalhar suas marcas com estes três aspectos viram estrelas do mercado. São profissionais desejados, disputados onde nunca falta uma nova oportunidade.

Imagine a seguinte analogia proposta por Jim Collins: “suponha que você tivesse condições de construir uma vida profissional que passasse no três testes que se seguem: primeiro, você está fazendo um trabalho para o qual você tem um talento genético ou divino, e talvez você possa se tornar um dos melhores do mundo na aplicação desse talento (...) Segundo, você está sendo bem pago para fazer o que faz (...) Terceiro, você está fazendo um trabalho pelo qual está apaixonado e absolutamente ama fazer, e tem prazer no processo em si. Se você puder caminhar em direção à intersecção desses três círculos e traduzir essa intersecção em um conceito simples e cristalino, que oriente suas escolhas na vida, então você terá um conceito porco-espinho só seu”.

Da mesma forma, a teoria do porco-espinho ajuda você como um filtro na tomada de decisão sobre sua marca pessoal e sua carreira: oferta de um novo emprego, uma possível troca de segmento, um novo negócio, uma sociedade, uma nova posição na empresa. Se você puder juntar as três dimensões, fantástico, você criou o seu conceito porco-espinho.

2 comentários:

Anônimo disse...

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