quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

ENTREVISTA SOBRE PERSONAL BRANDING NA REVISTA VOCÊ SA

Reputação é vital para a carreira
Rosana Tanus (redacao.vocesa@abril.com.br) 07/01/2010
Edição nº 139

Qual é a dica de ouro para quem quer trabalhar a marca pessoal?

Acreditar que reputação é vital para a carreira. É da reputação que vem a confiança que nos fará ser escolhidos ou não e a que preço. É o fator determinante para sermos comprados pela média do mercado como commodity ou por um preço premium. E só ela garantirá não sermos reféns do mercado. E mesmo a mais positiva reputação precisa de gerenciamento constante.

Todo mundo que se dá bem de uma forma ou de outra trabalhou a marca pessoal?

Não. Existe gente que tem objetivos, tem foco, tem estratégia, que executa e que chega lá, mesmo sem saber que tem um plano. São os intuitivos. Existem outros que se dão bem e que vão cair logo adiante, porque o sucesso é acidental e momentâneo. Eu acredito que sucesso como marca pessoal não é o popular "se dar bem", mas entender-se como empreendimento que precisa prosperar com sustentabilidade e deixar sua marca no mundo. E para isso é preciso autoconhecimento, objetivos, estratégia e atitude para realizar.

Este tema sofre preconceitos? Os brasileiros e latinos ainda confundem personal branding com a pessoa que quer aparecer e é exibida?

Infelizmente sim. Muita gente ainda acredita que aparecer é o maior objetivo. E estão completamente enganadas. Aparecer por aparecer não gera nenhum valor à marca. O mundo está cheio de gente muito visível e desprezível. O que realmente faz uma marca forte num mercado muito competitvo é uma combinação de quatro fatores: reconhecimento, diferenciação, relevância e qualidade percebida.

Qual o peso da marca pessoal quando a carreira está estagnada ou à deriva?

Todos temos uma marca pessoal - com valor ou sem valor. Se estamos estagnados ou à deriva é porque não construímos valor, e aí somos gerenciadores da sobrevivência. Se estamos assim, esta seria uma boa hora para pensar nesse empreendimento - Você S/A - que precisa ser reposicionado, exatamente com as empresas fazem quando têm problemas com suas marcas. Quem tem um bom plano de marca pessoal nunca fica estagnado ou à deriva.

Existe um planejamento de curto, médio e longo prazo?

Sim. Todo plano deve considerar objetivos de curto, médio e longo prazo. Algumas coisas podemos reverter rápido e outras precisam de movimentos mais consistentes, que demandam mais tempo. Mas essencialmente é preciso ter uma visão de longo prazo, coerência e consistência na execução. A maioria se perde no imediatismo e na falta de foco nessa visão de longo prazo. Marcas desejadas e com alto valor levaram anos para serem construídas.

Sem um trabalho de personal branding estamos fadados à invisibilidade?

Ninguém é totalmente invisível numa sociedade envidraçada, como também nem sempre visibilidade trará valor para a marca. Visibilidade não é o fator-chave em personal branding. Reputação sim. E reputação é ser reconhecido pelo significado e pela confiança que geramos no mercado, e pode ser construída e gerenciada com personal branding. Sem confiança e reputação de marca, aí sim, estamos condenados a uma coisa muito pior que a invisibilidade: a medianidade.

Um comentário:

Anônimo disse...

“o cachorro não abana o rabo para você, mas para o prato que você tem nas mãos”

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Muito obrigada!
Uma frase incrível.